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Formação - Sociedade - Racismo: até quando?


Em abril de 2009, em Genebra, Suíça, foi realizada a Conferência Mundial da ONU contra o racismo. Em clima de alta tensão, diplomatas do mundo inteiro pisaram sobre ovos ao tratar de temas ásperos como sionismo e fundamentalismo islâmico, trabalho escravo e xenofobia, discriminação contra imigrantes e minorias étnicas. Chegaremos um dia a um consenso?

Um planeta dividido!!!
Os sonhos humanos de integração e fraternidade batem de frente contra o muro da realidade: somos um planeta dividido. Um dos meridianos dessa divisão – ao lado das tradições e costumes, religiões e interesses políticos e econômicos – é a questão racial. Para o sociólogo Michel Wieviorka, em pleno Séc. XXI, os Estados (e mesmo as ONGs) ainda não se desembaraçaram de seus preconceitos, nos quais o racismo está presente. Além do mais, a própria concepção de racismo foi-se alterando ao longo da história. Mesmo se a questão era discutida em nível ideológico, na prática os comportamentos discriminatórios foram aceitos até bem pouco tempo.
Após a segunda Grande Guerra, com a publicação dos crimes nazistas e o acelerado movimento de descolonização, parecia haver espaço para um consenso internacional a respeito da luta contra o racismo. Mas a história seguiu outro rumo. O entrechoque Israel x Palestina e a explosão do Islã radical viriam acentuar as antigas divisões. Na África, apesar da luta contra o apartheid, conflitos tribais (como o de Ruanda) aprofundaram as brechas nas mentes e nos territórios. A imigração e os êxodos na direção das nações ricas realimentaram as fogueiras da xenofobia, que se manifestam até mesmo nos estádios esportivos.
De olhos fechados
Uma das reações comuns diante do problema é simplesmente a fuga. Como no caso do Bispo Williamson ao negar o fato histórico da Shoah, ou de vários governos que preferiram boicotar a Conferência de Genebra, mais conhecida como Durban II (em alusão ao primeiro encontro, realizado naquela cidade da África do Sul em 2001). Na época, Os EUA se retiraram da Conferência, considerando anti-israelense a tentativa de alguns países árabes de condenar o sionismo. Desta vez, os EUA não compareceram a Genebra, diante da possibilidade de a declaração final do encontro incluir declarações que “o país não pode tolerar", conforme declaração do próprio Departamento de Estado.
O objetivo de Durban II era avaliar os resultados na luta contra o racismo desde 2001. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel e Itália se negaram a comparecer, deixando claro que temiam sofrer algum tipo de prejuízo com o encontro. Em foco, as questões ligadas à situação dos imigrantes, ao trabalho escravo e aos choques de caráter religioso. Aqui e ali, erguem-se muros contra estrangeiros (EUA, Israel), editam-se proibições ligadas aos símbolos religiosos (França, Itália), minorias são alvo de autênticos genocídios (cristãos do Darfur, no Sudão).
Acolher o diferente?
Em muitas regiões, racismo e nacionalismo se confundem. Os povos que valorizam sua identidade cultural – como no Japão – reservam para os estrangeiros e mestiços um termo de caráter pejorativo: Konketsu [sangue misturado] ou half [metade]. Os filhos de casais mistos deverão optar por uma nacionalidade definitiva aos 18 anos de idade. Os japoneses chegam a sentir-se incomodados diante de um estrangeiro que fala o idioma local com perfeição e assimila cem os hábitos nacionais, pois isto questiona a idéia que eles fazem de sua identidade cultural específica.
Na última década, na Europa Ocidental, foram freqüentes os choques entre os “naturais” e os imigrantes, situação acentuada pelo desemprego decorrente da crise econômica. Nos EUA, o governo endureceu ainda mais as leis contra imigrantes ilegais, no momento em que várias regiões já utilizam o idioma espanhol em pé de igualdade com o inglês dos ianques. Os imigrantes mexicanos que residem nos Estados Unidos chegaram 12,7 milhões em 2008, sendo mais de 11 milhões sem-documentos. Diariamente, fuzil em punho, a polícia dos EUA prende e devolve ao outro lado da fronteira um grande número de “invasores”.
Em vários países, como na França, o episcopado chegou a publicar cartas pastorais que recordam o dever da hospitalidade cristã e pedem um tratamento mais humano para com os estrangeiros. Trata-se de uma empresa muito difícil, que deve enfrentar os monstros do medo e do ódio, do nojo e do desprezo, aliados à ilusão de superioridade nacional.

Na verdade, a ideia de produção deste texto remete a um problema constantemente vivido e camurflado na nossa sociedade brasileira, principalmente, na sociedade cristã, que ainda procura refutar a chance de que tais marginalizações aconteçam em um país vastamente pluralizado em termos étnicos. É necessário, em minha simplória opinião, debater com mais veemência tais questões no Brasil, inclusive socializando esta discussão no ambiente cristão, que pode sim ser responsável, por uma grande mudança de paradigmas sociais e psicológicos, vividos em uma sociedade claramente assolada por mazelas sociais que configuram vários dilemas!! O racismo existe??? SIM... A solução está próxima??? NÃO... e como Cristãos qual é o nosso papel na mudança deste quadro? Vale lembrar o evangelho:
No fundo, o lamento de Jesus: “Eu era estrangeiro e não me acolhestes”. (Mt 25,43.)
Debatam moçada!!!
Flávio Bueno do WMblog - Apoiando a Música Católica.

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