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Formação - Celibato

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Acredito que o jovem católico precisa formar sua opinião, reafirmando sua identidade de jovem católico, por isso te convido a rezar e refletir, sendo crítico frente a realidade que nos cerca.

Dom João Carlos Petrini fala sobre celibato no Diário Catarinense em entrevista na edição deste domingo, 26, o bispo auxiliar de Salvador (BA), que também é membro da Comissão para a Vida e a Família da CNBB.

Ele afirmou a necessidade de discutir o tema, que cada vez mais é visto com como estranho pela sociedade.

Na entrevista o bispo disse que há razões positivas para o jovem de 20 anos abraçar o celibado como uma “imitação radical de Cristo”. Disse também, que é semelhante ao martírio, porque a pessoa abandona algo muito forte por algo mais forte ainda. E por isso é importante que se compreenda a importância do celibato.

“A sociedade não vê mais o celibato como um valor óbvio, instantâneo, aceito. Somos vistos como ETs circulando na Terra”, disse.

Além disso, comparou o celibato, que também é uma “escolha livre”, ao casamento, onde o homem também tem “problemas” ao “escolher viver seriamente o casamento, sendo fiel”.

Veja abaixo a entrevista do Diário Catarinense na integra:

“Somos vistos como ETs”

Entrevista: Dom João Carlos Petrini, bispo auxiliar de Salvador (BA) e membro da Comissão para a Vida e a Família da CNBB

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O celibato virou tema central de discussão para o episcopado brasileiro. Ele é um dos assuntos principais da assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que ocorre desde quarta-feira em Indaiatuba (SP). No encontro, porém, a proibição ao casamento para os padres não é posta em questão. A intenção é contrária: os prelados querem se mobilizar para mostrar aos seminaristas e padres brasileiros que há ótimas razões para observar a castidade. Na entrevista a seguir, o bispo auxiliar de Salvador, dom João Carlos Petrini, diz que o debate é necessário porque o celibato passou a ser visto como um comportamento estranho pela sociedade:

Diário CatarinenseQual é o objetivo da discussão sobre o celibato que está ocorrendo durante a assembleia da CNBB?

Dom João Carlos Petrini – A assembleia geral sempre tem um tema central, que neste ano é a formação para o sacerdócio. Uma comissão de teólogos preparou um documento de estudo sobre o assunto, que está sendo discutido pelos bispos parágrafo por parágrafo. O celibato está incluído nessa discussão. Estamos debatendo no sentido de mostrar as razões positivas para um jovem de 20 anos abraçar essa imitação radical de Jesus Cristo. Nesta tarde (na quinta-feira), discutimos a semelhança entre o celibato e o martírio.

DC – O celibato é um martírio?

Dom João - É uma analogia. A pessoa renuncia à sexualidade, que é muito forte em nós, por algo que é mais forte ainda. Aceita se martirizar porque Jesus é tão grande que se justifica renunciar à vida para estar com Ele.

DC – Então, a intenção da CNBB é mostrar que o celibato vale a pena?

Dom João – A intenção é dar as razões, para que se compreenda melhor esse sacrifício. Não se trata de não amar, mas de amar castamente. Jesus entrou na intimidade da samaritana como nenhum outro homem da vida dela, mas sem possuí-la.

DC – Qual a motivo de a CNBB querer reforçar o valor do celibato neste momento?

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Dom João – A razão externa para fazer essa reflexão é que nosso contexto cultural se caracteriza pela exaltação do erotismo. A sociedade não vê mais o celibato como um valor óbvio, instantâneo, aceito. Somos vistos como ETs circulando na Terra. A outra razão é interna, porque esse contexto traz problemas pessoais e dificuldades para padres e seminaristas, que são a nossa principal preocupação. Eles estão sob pressão de um mundo muito sexualizado, a opção deles não é percebida como razoável, dizem que escolhem o celibato porque têm algum problema. Alguns têm problema, mas a maioria, não.

DC – No ano passado, a Associação Nacional de Presbíteros propôs formalmente que o celibato seja opcional. Essa posição é representativa do pensamento dos padres?

Dom JoãoA CNBB presta atenção a todas as reivindicações, mas não considera essa hipótese. A opção do matrimônio não constitui resposta satisfatória.

DC – Na vida sacerdotal, muitos padres vivem conflitos por causa do sexo?

Dom João – Ninguém é ordenado antes dos 24 anos. Até aí, tem toda a possibilidade de tentar e verificar o que quer da vida. É escolha livre. Os problemas que surgem são muito parecidos com os do homem que casou e quer viver seriamente o casamento, sendo fiel. Ele e o padre terão de sacrificar algumas coisas, recusar apelos sexuais que chegam a ele a cada momento.

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DC – Como a igreja lida quando um padre tem um relacionamento com uma mulher?

Dom João – Estamos acostumados a resolver esse caso com diálogo. Depende da opção que a pessoa faz. É como o homem que casou e que se envolve com outra. Ele pode reafirmar o matrimônio ou se separar.

DC – Nesse caso, a Igreja é como a mulher traída. Ela perdoa?

Dom João - Existe a possibilidade de perdão, com a condição de manter o compromisso.

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Repercussão no episcopado

Reunidos desde quarta-feira no Interior de São Paulo para a Assembleia Geral da CNBB, bispos brasileiros reagiram às revelações sobre Fernando Lugo:

“Lamentamos que isso tenha ocorrido, porque o povo é exigente em relação a nosso comportamento e exige de nós um testemunho de vida exemplar, além da pregação por palavras”

Dom Geraldo Majella, cardeal arcebispo de Salvador (BA)

“Uma pena, porque o presidente Lugo parece ser o homem providencial para o governo do Paraguai. Não sei se a repercussão seria a mesma se fosse com outro político. Aos 76 anos de idade, sou capaz de entender certos comportamentos afetivo-sexuais e, sendo assim, digo que atire a primeira pedra aquele que não se sentir culpado.”

Dom Angélico Sândalo Bernardino, que acaba de se aposentar da diocese de Blumenau (SC)

“Se ele se aposentou aos 55 anos, o que não é normal para os bispos, que se afastam de suas dioceses aos 75 anos, é porque percebeu que, em consciência, não podia continuar. Agora que o feitiço se volta contra o feiticeiro, ele tem de se desfazer dessa armadura e deixar de ser bispo, se ainda se considera no episcopado. O prejuízo para a Igreja é evidente.”

Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales (SP)

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